Notas & Comentários – 25-07-2025 – Apresentação

Caros,

Politicagens e politiqueiros: um mal contínuo na história.

Os maiores corruptos da Revolução Francesa (e Diretório, e Império, e Restauração) foram Talleyrand (o maior), Barras (presidente do Diretório) e Fouché (chefe de polícia).

O chamado escândalo XYZ foi grande demais e feio demais: Talleyrand, Ministro das Relações Exteriores, queria um “mimo” para receber uma delegação dos EUA enviada à França para pedir indenização pelo apresamento de um navio americano pela marinha francesa, apesar da neutralidade dos EUA. Isso tudo depois de Talleyrand ter sido refugiado nos EUA na fase do Terror da Revolução.

Talleyrand teve de pedir missão, antes que seus inimigos conseguissem demiti-lo. Saiu, assim, em julho de 1799. Mas voltou em novembro de 1799, após o Golpe do Dezoito Brumário… Como assim? Claro, Talleyrand foi um dos conspiradores do Dix-huit Brumaire , que derrubou o Diretório, que o empregara como Ministro, e instituiu o Consulado, que o nomearia Ministro de novo…

Ora, quem comandava o Diretório era Paul François Jean Nicolas, Visconde de Barras. Foi dada a Talleyrand uma enorme quantia de dinheiro para convencer Barras a não resistir ao novo regime (o Consulado) instituído pelo Golpe do Dezoito Brumário. Ora, Barras não resistiu, e surpreendentemente não pediu suborno para desistir: mas Talleyrand, bem… Talleyrand ficou com o dinheiro que seria usado para o suborno – dois milhões de francos…

Boa semana,
Sávio.