Notas & Comentários – 07-07-2023 – Apresentação

Caros,

Um dia, uma condessa austríaca surgiu na vida de Alfred Nobel. Chamava-se Bertha Kinsky. Possivelmente, foi ela quem ajudou a mudar a cabeça de Nobel e criar um novo futuro para sua imagem. Alfred passou de mercador da morte e da mutilação para benfeitor da humanidade. Como assim?
Em 1876, Nobel publicou num jornal de Viena este anúncio: “Um gentil-homem velho, rico, e muito educado em Paris procura secretária de idade madura e conhecedora de várias línguas”. Quem respondeu foi Bertha Kinsky, uma aristocrata de 33 anos, em dificuldade financeira, e com precedentes complexos. Bertha ficou pouco tempo trabalhando com Nobel, mas o impressionou bastante.

Anos depois, Bertha escreveu um livro de tremendo sucesso (37 edições, e traduzido em 12 línguas), em que ela fazia uma defesa apaixonada pelo desarmamento dos países e pela paz. Certamente, foi de Bertha Kinsky que veio a ideia de criação do Prêmio Nobel, especialmente o da Paz.

Fritz Haber, o inventor de maior impacto na história da humanidade, estava em Estocolmo no dia 1º de junho de 1920, para receber o Prêmio Nobel de Química relativo ao ano de 1918.
O Rei da Suécia, porém, não entregou o Prêmio a Haber, como fizera com os agraciados em Física, Medicina, Literatura e Paz. Haber recebeu sozinho, meio ano depois. Havia um clamor, principalmente de cientistas ingleses e americanos devido à questão do invento, por Haber, do gás venenoso usado na Grande Guerra.

Fritz Haber não se tornou rico como Nobel, nem instituiu um prêmio Haber… Não teve chance de lavar seu nome para o futuro com um prêmio generoso. Haber só foi o cientista que mais contribuiu para a sobrevivência da humanidade, por descobrir um método de sintetizar amônia a partir da atmosfera, sem a qual seria impossível fertilizar a terra e obter alimentos para bilhões de pessoa.

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