Caros,
Seguimos relatando eventos da história (de la grande et de la petite histoire) associados a Notre-Dame de Paris.
No domingo, 17 de novembro de 1918, foi cantado um Te Deum na Catedral, celebrando a vitória aliada na Primeira Guerra Mundial. Os sinos puderam voltar a tocar, após mais de 4 anos de silêncio: hora de alegria e de agradecimento pela paz. Aliás, o Te Deum é exatamente isso: um hino de louvor a Deus, de alegria e agradecimento. Mas foi uma vitória muito sofrida para a França, que perdeu a fina flor de sua juventude: 1.150.000 soldados mortos, além dos feridos, estropiados; além dos civis.
Muitos grandes personagens da história de França tiveram seus funerais em Notre-Dame de Paris. Em 1894, Sadi Carnot (Presidente da República, assassinado em Lyon); em 1929, o Marechal Foch (generalíssimo das forças Aliadas no final da Grande Guerra, e membro da Académie Française); em 1931, o Marechal Joffre (generalíssimo do Exército francês na primeira metade da Grande Guerra, e também membro da Academia Francesa (curioso como esses militares eram cultos; e muito curioso que De Gaulle não tenha entrado na Académie); em 1932, Paul Doumer (Presidente da República, assassinado em Paris); em 1934, Raymond Poincaré (Presidente da República de 1913 a 1920); em 1947, o Marechal Leclerc (sua coluna militar foi a primeira a entrar em Paris, quando da Libération, em agosto de 1944); em 1952, o Marechal De Lattre de Tassigny.
Paris está em chamas? Era a pergunta do filme… Em Agosto de 1944, o General Dietrich von Choltitz desobedeceu à ordem de Hitler, que exigia a destruição de Paris e em particular de Notre-Dame. O General achou a ordem absurda e sem proveito para o esforço de guerra, e simplesmente acabou assinando a rendição da guarnição alemã em Paris.