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Notas & Comentários – 02-02-2024

/ Notas & Comentários / Por Sávio Pinheiro

Caros,

Seguimos relatando eventos da história (de la grande et de la petite histoire) associados a Notre-Dame de Paris.

No domingo, 17 de novembro de 1918, foi cantado um Te Deum na Catedral, celebrando a vitória aliada na Primeira Guerra Mundial. Os sinos puderam voltar a tocar, após mais de 4 anos de silêncio: hora de alegria e de agradecimento pela paz. Aliás, o Te Deum é exatamente isso: um hino de louvor a Deus, de alegria e agradecimento. Mas foi uma vitória muito sofrida para a França, que perdeu  a fina flor de sua juventude: 1.150.000 soldados mortos, além dos feridos, estropiados; além dos civis.

Muitos grandes personagens da história de França tiveram seus funerais em Notre-Dame de Paris. Em 1894, Sadi Carnot (Presidente da República, assassinado em Lyon); em 1929, o Marechal Foch (generalíssimo das forças Aliadas no final da Grande Guerra, e membro da Académie Française); em 1931, o Marechal Joffre (generalíssimo do Exército francês na primeira metade da Grande Guerra, e também membro da Academia Francesa (curioso como esses militares eram cultos; e muito curioso que De Gaulle não tenha entrado na Académie); em 1932, Paul Doumer (Presidente da República, assassinado em Paris); em 1934, Raymond Poincaré (Presidente da República de 1913 a 1920); em 1947, o Marechal Leclerc (sua coluna militar foi a primeira a entrar em Paris, quando da Libération, em agosto de 1944);  em 1952, o Marechal De Lattre de Tassigny.

Paris está em chamas? Era a pergunta do filme… Em Agosto de 1944, o General Dietrich von Choltitz desobedeceu à ordem de Hitler, que exigia a destruição de Paris e em particular de Notre-Dame. O General achou a ordem absurda e sem proveito para o esforço de guerra, e simplesmente acabou assinando a rendição da guarnição alemã em Paris.

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Notre-Dame e o fim da Grande Guerra: No domingo, 17 de novembro de 1918, foi cantado um Te Deum na Catedral de Notre-Dame de Paris, celebrando a vitória aliada na Primeira  Guerra Mundial. Os sinos puderam voltar a tocar, após mais de 4 anos de silêncio: hora de alegria e de agradecimento pela paz. Aliás, o Te Deum é exatamente isso: um hino de louvor a Deus, de alegria e agradecimento. Mas foi uma vitória muito sofrida para a França, que perdeu a fina flor de sua juventude: 1.150.000 soldados mortos, além dos feridos e estropiados, e dos civis.

No entanto, Clemenceau, o Presidente do Conselho, não compareceu ao Te Deum: religião, para ele, nem em coisas simbólicas, ainda que a França fosse, então, esmagadoramente católica. As autoridades civis organizaram uma cerimônia no dia seguinte na Place de la Concorde. Mas a França…

Mas a França Apreciou que nas igrejas paroquiais do país fossem inscritos numa placa o nome  dos soldados mortos pela França na Grande Guerra.


Acima, placa na igreja de Saint-Sulpice, Paris: Lembrai-vos, diante de Deus, dos paroquianos de Saint-Sulpice mortos pela França (1914-18).

De notar a desproporção do número de mortos na Primeira Guerra Mundial e na Segunda: nesta, a França, talvez sem a mesma disposição de lutar e morrer, se rendeu aos alemães em menos de 6 semanas de combate.

Na placa ao lado, nove mortos na 1ª Guerra Mundial, e “apenas” um morto na 2ª Guerra Mundial. O “apenas” é um advérbio muito impróprio (um misnomer), pois toda morte é um infinito.

Alguns Funerais em Notre-Dame: Em 1894, Sadi Carnot (Presidente da República, assassinado em Lyon); em 1929, o Marechal Foch (generalíssimo das forças Aliadas no final da Grande Guerra, e membro da Académie Française); em 1931, o Marechal Joffre (generalíssimo do Exército francês na primeira metade da Grande Guerra, e também membro da Academia Francesa (curioso como esses militares eram cultos; e muito curioso que De Gaulle nunca tenha entrado na Académie); em 1932, Paul Doumer (Presidente da República, assassinado em Paris); em 1934, Raymond Poincaré (Presidente da República de 1913 a 1920; irmão do famoso matemático e físico teórico, Henri Poincarré. Diz-se que esse Henri, um ateu, foi a última pessoa a ter todo o conhecimento humano na cabeça, o que demonstra ria que mesmo todo o conhecimento científico é insuficiente…); em 1947, o Marechal Leclerc (sua coluna militar foi a primeira a entrar em Paris, quando da Libération, em agosto de 1944); em 1952, o Marechal De Lattre de Tassigny.

Paris está em chamas? Em Agosto de 1944, o General Dietrich von Choltitz, Governador Militar da Cidade, desobedeceu à ordem de Hitler, que exigia a destruição de Paris e em particular de Notre-Dame. O General achou a ordem absurda e sem proveito para o esforço de guerra, e acabou assinando a rendição da guarnição alemã em Paris.

Em 26 de agosto de 1944, foi cantado, em Notre-Dame, o Magnificat pela Liberação de Paris, na presença do s Generais De Gaulle e Leclerc, após caminharem pelos Champs-Élysées. Tiros de origem desconhecida atrapalham a cerimônia por um tempo. (O Magnificat é um hino de louvor a Deus, cantado por Nossa Senhora (Notre-Dame), pelo favor inestimável concedido por Deus a ela, cumprindo as promessas feitas ao Povo Escolhido).

Em 9 de maio de 1945, o Cardeal Suhard deu as boas-vindas ao General De Gaulle e representantes dos Estados Unidos, da URSS e da Grã-Bretanha (os Três Grandes): celebra um serviço religioso durante o qual é cantado um Te Deum em agradecimento pela vitória aliada – seguido… pela execução de La Marseillaise nos grandes órgãos da Catedral de Notre-Dame de Paris.

Leclerc e Choltitz: O vitorioso e o derrotado, em papéis que se invertem na roda da vida… o General Leclerc foi feito prisioneiro pelos alemães, conseguiu fugir e juntou -se a De Gaulle na France Libre, em Londres. Choltitz, inicialmente vitorioso, se rende em Paris a Leclerc.

Na imagem ao lado, Dietrich von Choltitz, sentado, cabeça baixa, com Philippe Leclerc de Hauteclocque e Jacques Soustelle, desfilam em Paris, em um M3 Scout Car.

Soustelle foi um antropólogo especializado em civilizações pré-colombianas; governador da Argélia francesa.

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