Notas & Comentários – 01-08-2025 – Apresentação

Caros,

O grande poeta Da Costa e Silva, autor de um dos mais belos sonetos da língua portuguesa – Saudade – e autor da letra do Hino do Piauítentou entrar na carreira diplomática. Tinha uma inteligência brilhante, mas foi reprovado. Como?

Naquela época, todo candidato tinha de passar por um teste tremendo: uma entrevista com o Barão do Rio Branco. Mas o Barão não aceitou o Poeta. Por quê? Rio Branco:

“Olha, o senhor é um homem inteligente, admiro-o como poeta, contudo não vou nomeá-lo porque o senhor é muito feio e não quero gente feia no Itamaraty…”

Alberto da Costa e Silva, filho de Da costa e Silva, resolveu ser diplomata e tentar o que o pai não conseguira. Havia ainda a tal entrevista antes da aceitação final. O entrevistador lhe perguntou por que queria seguir a carreira diplomática, ao que Alberto respondeu:

          – “Por vingança.”

Vingança, pela injusta negativa contra o pai dele. E a vingança tonou ares geracionais: Alberto da Costa e Silva teve 3 filhos, dois homens, que também se tornaram diplomatas e um mulher, esposa de diplomata. Vingança completa. Para o bem do Itamaraty.

Alberto da Costa e Silva foi um grande africanista, não apenas para entender a África, mas por amor à África. Uma das coisas que mais me impressionaram foi a sua afirmação de que a Casa Grande é uma criação africana. Mais expressamente, ele afirmou que a Casa Grande veio da Senzala.  Como assim?

Claro. As casas europeias não tinham alpendre, ou varanda. Até por uma questão de clima. Mas as casas africanas tinham. A Casa Grande se rendeu.

Abraços,

Sávio.