Notas & Comentários – 05-05-2023 – Apresentação

Caros,

Não há, no mundo, nenhum edifício que seja, ao mesmo tempo, tão belo, tão brilhante, tão encantador, tão surpreendente, tão solene, tão sublime. Ele não tem paredes; é como se se sustentasse sobre a luz. E a luz o inunda.

Apesar de existir há quase 700 anos, ainda hoje o visitante, fulminado de luz, acha que “entrou num pedacinho do céu”.

É a Sainte Chapelle, em Paris.

Foi construída para receber uma preciosíssima relíquia: a Coroa de Espinhos, aquela que doeu na cabeça de Nosso Senhor. Sua edificação levou 7 anos. Mas foram precisos 26 anos para ser restaurada, após o descalabro iconoclasta e destruidor da Revolução Francesa: os templos católicos fechados, a Coroa de Espinhos foi entregue à Biblioteca Nacional, o relicário de ouro, derretido. E a Sainte Chapelle, jóia do gótico, edificada pela piedade de São Luís, Rei de França (1214-70), se tornou um armazém…

Mas São Luís era também conhecido pela sua justiça. São Luís julgava as demandas e disputas de reis, de nobres, e de pessoas do povo. Aliás, quando ainda hoje usamos o termo Corte de Justiça, a “Corte” é a de São Luís. Quando nos referimos a Palácio da Justiça, é para lhe dar a dignidade do “Palácio” de São Luís.

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